segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Para ninguém



Paul McCartney - "For No One"

Às vezes não consigo escrever. Não é muito frequente, mas acontece. E ultimamente tem acontecido bastante. Todos os assuntos desaparecem. Tudo fica desimportante, não há nada que desperte a vontade de comentar. Fico indolente.

Nessas horas também não tenho vontade de ler, mas gosto de escutar música e de desenhar. Outro dia passei umas quatro horas desenhando a lápis, coisa que eu havia parado de fazer há tempos. Passei meses e meses só com as canetas gel, direto para o caderno, treinando a linha limpa. Agora voltei a usar os lápis. Passo muito tempo fazendo sombras em grafite, devagar, com paciência, e depois vou reforçando e procurando os contornos das figuras. Desenho bandejas de frutas. Flores. Também uso fotos e brinquedos como modelos. Tenho preguiça de escanear os desenhos, meu blog de ilustrações não é atualizado há um ano.

Escuto músicas no Youtube. Muito raramente coloco um cd antigo para escutar. Outro dia tive vontade de comprar um cd, mas depois pensei melhor. Ainda não defini os projetos de agosto, o mês começou com problemas e despesas altas com a manutenção do automóvel. Mas tenho a foto de uma estante ao lado do computador. Em breve devo começar a fazer uma parecida para o escritório. No quintal, combinei com a minha mulher de transformar o canil num canteiro alto. Estou adiando a transformação porque não gosto de quebrar coisas. Também combinamos de pintar a parte externa e para isso não tenho desculpa por não ter começado.

Fiquei o dia inteiro em casa, só saí para transportar as crianças. De vez em quando penso no fato de que na minha casa é o contrário, eu é que sou do lar. Na maioria das residências, os homens e mulheres saem cedo para o trabalho. Aqui, eu saio cedo mas volto logo que deixo as crianças na escola. Penso em "O Mundo de Acordo com Garp". Vou para o quintal, há sempre o que fazer no jardim. Quando não há nada, é sempre possível varrer um canto, mudar uma planta de lugar. Penso em "Malandragem", com a Cássia Eller.

Minha mulher trouxe umas ameixas sensacionais do Ceasa. O gramado do quintal já começa a sentir a seca, está bem amarelado. Tenho me sentido sem graça. Houve um tempo em que eu achava que poderia ser engraçado. Hoje tenho medo de parecer ridículo, mas é tarde demais, cheguei até aqui, não vou parar agora.

Um comentário:

leila disse...

ih Careca, isso dá e passa, vai em frente mesmo.

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