quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Efeito aríete



Cena do filme Michael 1996 - Chain of fools - Aretha Franklin

Fui ao sótão fazer uma vistoria. Eixstem algumas telhas rachadas, será preciso trocar. Não vai chover tão cedo, mas não custa prevenir. Aproveitei a subida para verificar onde estava a fonte do barulho. Nessa época, de vez em quando um estrondo ribombante ecoa pela casa. É o efeito aríete. A pressão da água que chega pelo encanamento é muito grande e provoca a vibração de algum cano quando chega ao reservatório de dez mil litros. É preciso amarrar o cano em algum caibro ou viga para acabar ou atenuar o barulho. O grande problema é que todos os canos estão com três ou quatro arames e fios amarrados, sem exceção. Não deveria haver ruído nenhum. Pela lógica o problema só poderia ser provado pelo cano que chega da rua na grande caixa dágua. É o cano com o maior número de cabos e fios amarrados. Ainda no sótão pedi para o meu filho abrir uma torneira ou acionar a descarga para confirmar. Nada do efeito golpe de martelo. Obviamente, logo que desci da escada o barulho começou. Subi às pressas e lá estava o cano vibrando. Ajeitei um dos cabos já existentes e a casa ficou silenciosa.

Na descida, fui desastrado e prendi o anel de casamento num degrau da escada de alumínio. Não sei direito como aconteceu, mas de repente estava praticamente pendurado pelo anel, que entrou fundo no dedo. Quase nunca tiro o anel e a verdade é que ele acabou provocando uma deformação no dedo da mão esquerda: tenho uma profunda marca, como se a aliança fosse um cinto apertado e a "barriga" do dedo quase caísse por cima dela. Agora meu dedo parece pescoço de enforcado. Doeu pacas, mas o corte foi superficial.

O acidente provocou a interrupção do projeto da semana: uma mesa de ripas que estou refazendo para a minha mãe. A versão anterior ficou meio torta e feiosa. Usei a madeira que tinha e as duas traves da base estavam muito empenadas. Tinha usado caibros de ipê ao invés de pranchas de madeira para o tampo. Mas como usei os caibros na horizontal, cada um com 1,80, a verdade é que a mesa ficou parecendo um estrado de cama. Agora estou pensando em usar varas de 0,80 m encaixadas nas traves, que fiz dividindo ao meio uma trave de quinze centímetros de largura. Usei a serra de dez polegadas, uma das ferramentas mais poderosas que possuo na oficina.

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