quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pedro, o Lobo e o mentiroso



Stevie Wonder & Jeff Beck - Superstition

Aprendi a história de Pedro e o Lobo quando era só um menino. Você sabe, é uma história curta.

O pastorzinho de ovelhas, para espantar o tédio, sai gritando por socorro: eu vi um lobo, socorro, me ajudem! Os aldeões correm em seu auxílio. Quando descobrem que é mentira, ficam fulos de raiva.

O pastorzinho acha graça e resolve repetir a brincadeira: um lobo, eu vi um lobo! Os aldeões voltam a correr para ajudar o pastor. Mas é mentira, novamente. Nem precisa dizer que ficam furiosos.

Na terceira vez, o lobo vem e começa a matar as ovelhas do pastorzinho. Desesperado, ele grita por socorro vezes e vezes: um lobo, um lobo! Mas nenhum aldeão corre para ajudar o pastor. Ele perde todas as ovelhas, uma a uma todas são estraçalhadas pelo lobo.

A moral da história é que a mentira acarreta consequências desastrosas para o mentiroso.

Aprendi também que o mentiroso é detestável não somente por causa do seu senso de humor grotesco, mas porque invariavelmente nos faz perder tempo e rouba nossos melhores esforços. Por isso, o mentiroso é um ladrão. O mentiroso também estraga o nosso senso de coletividade, a nossa propensão a ajudar os outros, a boa fé e a boa vontade para com nossos semelhantes. O mentiroso é um traidor da boa índole. O mentiroso é baixo, é escrotal, é alguém que trata a confiança com desprezo.

Nem sempre é fácil reconhecer um mentiroso. Eles são ardilosos, às vezes são simpáticos e aparentam ser tão inofensivos quanto um pastorzinho de ovelhas. A verdade é que os mentirosos são perigosos, contraproducentes e promotores do prejuízo alheio.

Do mesmo modo, nem sempre é fácil reconhecer uma mentira.



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