sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Um dedo sujo



_Vossa Excelência é um caso de psiquiatria.
_Repita!
_Vossa Excelência é um caso de psiquiatria.
_Não aponte esse seu dedo sujo para mim.
_Coronel de...!
_Repita!
_Coronel de nada!
_Repita!
_Não aponte esse sujo dedo sujo para mim.
_Minoria com complexo de maioria!
_Dedo sujo com o dinheiro de jatinho!
_Cangaceiro!
_Dedo sujo é o seu!
_Repita!
_E o jatinho é meu! Não é de empreiteiro!
(E no final da semana, tudo acaba ao som de “Father and Son”, de Cat Stevens. Salvador Dali não iria conseguir pintar um quadro tão obsceno e maluco. O surrealismo pornográfico é a realidade da América do Sul. Eu prefiro Fábio Júnior!)

O paradeiro de Humberto Okafa
Eu estava voltando para casa outro dia. Liguei o rádio e lá estava a voz dele, inconfundível. Humberto, também conhecido como Okafa. Acho que já falei dele, aqui no blog. Humberto, o bom e velho canalha, o cafajeste mais simpático que conheci na vida. Apresentador de TV, voz bonita e grave das melhores emissoras AM e FM.
Como definir Humberto? Um mulherengo convicto. Um cara que não tolera sobrancelha levantada. Um sujeito que sabe qual é o seu lugar neste mundo, sentado, coçando. Por isso, ele não larga a cadeira. Humberto. Um gênio. Nunca emprestou dinheiro para ninguém. E também nunca pagou uma dívida. Um temendo mão-aberta. Com a grana dos outros. Um brincalhão incorrigível. Desde que a piada não fosse com ele. Um cara que nunca se contentou em ouvir um “não” como resposta. Tinha que ouvir vários. Muitos mesmo. Um cara que vencia pelo cansaço. Um cara sem medo de ser chato. Mas o melhor cara do mundo para fazer você rir de si mesmo.

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