quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O nosso 11 de setembro




Elton John - Oceans Away

Ao que parece, o mal triunfará. Depois de sete anos e 50 seções intermináveis, onze condenados estão muito perto de conquistar no STF o direito a um novo julgamento e, consequentemente, de escapar a qualquer punição pelos crimes que comprovadamente cometeram. Caso a vantagem dos criminosos condenados se mantenha e realmente seis juízes escarrem sobre a constituição brasileira e ainda limpem o rabo nas cortinas do tribunal, está liberado o caixa dois no Brasil, está liberada a corrupção na Casa Civil, está liberada a aquisição de votos de parlamentares, está liberado o uso de agências de publicidade e bancos para alimentar o fluxo dos milhões e milhões de reais dos cofres públicos para o bolso dos pilantras.

Espero estar errado, mas pelo desânimo no olhar do ministro Joaquim Barbosa, pela aflição legítima com que o ministro Luiz Fux apontou criteriosamente todos os pontos falhos nas argumentações dos ministros infringentes, os réus da ação penal do mensalão não vão pagar nenhum dia de cadeia por agir em quadrilha para roubar, desviar e lavar dinheiro dos cofres públicos. Ao que parece, a seleção do mensalão não será punida. Nunca. Até o deputado que não teve vergonha de usar a mulher para pegar bufunfa escapará. O maquiavélico mentor de todo o esquema, o número doze, terá dado uma sapatada na cara de todo cidadão que ainda acreditava na possibilidade de justiça.

Prevalecendo esse resultado, o STF terá também condenado todos nós, brasileiros de bem, ao escárnio dos aproveitadores e dos corruptos. Daqui pra frente, estaremos à mercê dos criminosos contumazes e impunes - e não somente do mensalão. Todo e qualquer condenado em matéria penal pelo STF terá direito a novo julgamento. Os ministros do Supremo Tribunal Federal que compactuaram com isso terão entregado os cidadãos inocentes aos lobos. O terror mostrou os dentes neste 11 de setembro. Mas só amanhã vamos saber se aqui é o fim do mundo.

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