quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A mais bela das canções de amor



Em 1976, durante um show em Montreux, Nina Simone perguntou se David Bowie estava na platéia e pediu que ele subisse ao palco. Fez isso repetidas vezes, parecia estar em surto.

_Tenho certeza de que se meu amigo David estivesse na platéia subiria agora ao palco - ela disse.

David Bowie não subiu ao palco. Ela achou que David estava em trânsito, ainda não estava na platéia. Se estivesse teria percebido o olhar de desamparo estampado no rosto de Nina, que continuava a procurá-lo com os olhos. Eram tão grandes aqueles olhos de Nina, mas ela não o encontra e tateia o pescoço. Encontra um colar. Explica que foi um presente, é uma antiguidade grega, tem mais de duzentos anos.

_Foi feito para uma rainha. E eu sou uma rainha - diz Nina Simone.

Então ela se levanta e faz uma mesura, inclina a cabeça. É uma rainha humilde e ainda assim, orgulhosa.

Bowie a encontraria mais tarde, eram tão diferentes e mesmo assim grandes amigos. Por causa dela gravou uma versão de "Wild is the wind".

Para mim, na voz de Nina, é a mais bela de todas as canções de amor.

Love me, Love me, Love me
Say you do
Let me fly away
with you
For my love is like the wind
And Wild is the Wind
Give me more than one caress
Satisfy this hungriness
Let the wind blow through your heart
Wild is the wind
You touch meI hear the sound of mandolins
You kiss me
With you kiss, my life begins
You're spring to me
All things to meYou're life itself
Like a leaf clings to a tree
Oh, my darling, cling to me
For we're creatures of the wind
And wild is the wind
Wild is the wind
Wild is the wind

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