sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A propósito de nada

Uma vez a turma combinou de passar o reveillon na Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Não pude ir, estava escalado para o trabalho. Eles ficaram acontonados num hotel japa que tem por lá e gostaram muito.

_Foi maravilhoso, Careca. Você perdeu - alguns deles me disseram.

_Foi lindo, Careca. Você devia ter ido com a gente - outros falaram.

Aí alguém me contou uma estranha história sobre um par de chinelos perdidos na areia. Outra pessoa me falou que não gostou muito da comida do hotel. Uma terceira me disse que a cama, de tatame, não era das mais confortáveis. Tinha muito mosquito. Não havia nada para fazer. Era muito isolado. Choveu horrores. Foi atacado por um monte de abelhas assassinas. Queimou as solas dos pés sem o par de chinelos.

Nada disso arrefeceu a minha vontade de ter ido naquela viagem. Se eu pudesse retroceder no tempo, eu arranjaria um jeito de estar naquela viagem, com a turma. Nem pela farra, nem nada. Só pela companhia.

Quando vai chegando o final do ano, eu fico nostálgico e com uma vontade louca de ir para a beira do mar. Fazer o quê.

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