sábado, 3 de janeiro de 2015

Maçãs

Depois que eu vi a cena na internet, fiquei relutante em relação a maçãs. Neste vídeo a moça explica que as maçãs dos supermercados e até das feiras estão sendo vendidas com grossas camadas de cera. Para demonstrar, a moça pega uma maçã do cesto de frutas e com uma faquinha faz uma raspagem de leve. A faquinha fica coberta de cera. Então ela lava a maçã com uma esponja macia e depois raspa com a faquinha. O resultado é bem parecido com o primeiro. Em seguida é a vez da bucha grossa, que a gente usa para arear panela. A moça usou o muque e esfregou com toda a força. Lavou, lavou, lavou. Nova raspagem e a cera continuava lá, na casca da fruta. E a cera se acumula no organismo, provoca uma série de problemas, blá, blá, blá.

Nesse ponto eu achei que era sacanagem, pouca coisa resiste a uma esponja grossa, mas continuei a ver o vídeo assim mesmo. A moça explicou que não havia remédio. Ou casca, ou cera. O que é uma pena porque boa parte dos nutrientes e vitaminas da maçã ficam na casca, como reza a ciência das donas-de-casa. Ela ainda mencionou a alternativa de se comprar maçãs orgânicas, mas já haviam se passado seis minutos e, de acordo com pesquisas científicas fidedignas, esse é o máximo de tempo que um homem consegue prestar atenção na conversa de uma mulher, seja ao vivo ou em vídeo.

É científico, brigue com a ciência, não comigo.

Fiquei com o vídeo na cabeça e depois resolvi fazer o teste aqui em casa. É incrível. A cera não sai nem com água quente e esponja de limpeza pesada. E é muita cera. Eu consumia umas duas maçãs enceradas por dia e, fazendo uma conta rápida, devo ter cera acumulada suficiente para umas duas quadras poliesportivas ficarem brilhando.

Então resolvi diminuir o consumo da fruta. O que é muito ruim, pois adoro maçãs.

Minha mulher percebeu e quis saber o motivo. Fiz o teste da faquinha e ela ficou mais impressionada do que eu. Então eu comecei a falar dos malefícios da cera acumulada no organismo, das maçãs orgânicas e minha mulher continuou a prestar atenção. Tive certeza então de que a recíproca não é verdadeira, pois eu fiquei falando bem mais de seis minutos, eu cronometrei, deu bem uns nove, dez minutos. Ou seja, homem pode falar à beça que mulher escuta, não tem limite de tempo cientificamente fidedigno.



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