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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Hombre

Um dos filmes mais terríveis estrelados pelo Paul Newman chama-se Hombre. É um faroeste típico dos anos sessenta. O roteiro é do Elmore Leonard, excelente escritor, e o diretor é Martin Ritt, que dirigiu fitas excelentes.

Mas Hombre é um tiro no pé.

Paul é um mestiço indígena que aparece tostado de sol e com uma improvável peruca loura. É um papel ridículo, cheio de cenas patéticas. O roteiro parece ter sido feito pelo Elmore Leonard depois de uma noite de bebedeira grossa. Newman deve falar três ou quatro frases no filme inteiro. Mesmo assim, Paul Newman empresta uma dignidade única para aquele personagem.

Todas as poucas vezes que eu assisti a esse filme, quase sempre de madrugada, com insônia, sempre me peguei chorando de raiva e pena do Paul Newman. Raiva porque é um papel ridículo e eu achava que ele deveria ter tido o bom senso de descartar aquele papel desabonador. Pena porque talvez ele até tenha tentado se livrar daquela coisa, mas pode não ter conseguido. Vai ver que, como qualquer ser humano, ele também tinha suas contas para pagar. Devia favores. Tinha umas pendências para quitar.

De qualquer modo, Hombre é um título do qual sempre me lembro quando tenho que engolir sapos.

Frase do dia