No meio do caminho havia um plágio
Será que existe meio plágio? Se existir, eu vou processar a Globo, que pegou metade do nome do meu blog e colocou numa novela. Ou então eu entro com meio processo e exijo uma meia reparação. Se bem que já tenho uma gaveta cheia de meias. E todas reparadas. As que não tinham mais jeito eu joguei fora.
O bom dos cruzeiros
É sempre bom pensar. E cheguei à conclusão de que as pessoas que curtem cruzeiros marítimos não querem chegar a lugar nenhum. O que elas gostam mesmo é de viajar. É de estar em movimento. E devagar. E com um saco de enjôo por perto.
Pescar no Paranoá
O bom de poder pescar é que você de vez em quando pega um peixe. O mais incrível é que os peixes comem qualquer coisa quando estão com fome. Neste domingo, eu estava ensinando meu filho a pescar, mais uma vez. Ele não tem medo de minhoca. Mas tem nojo. Então eu tenho que iscar para ele. Depois de alguns minutos, ele conseguiu fisgar um peixe. Ficou eufórico. O peixe era menor do que um dedo, dos pequenos. Após vários minutos de argumentação ele concordou em soltar o peixe. Dois minutos depois eu pesco um peixe, tão pequeno quanto o dele e muito parecido.
_Pai, esse aí não vale, eu acabei de pescar. Continua um a zero pra mim.
Outra praça do ON, oh, não!
Li no jornal que a população de Brasília protestou contra a possibilidade do poder público construir mais um monumento de autoria do Oscar Niemeyer na Esplanada dos Ministérios. Fiquei feliz de saber que não é só uma cisma besta minha. A redação do Correio Braziliense, que noticiou a possibilidade de mais uma praça da cidade ser assinada pelo ON, foi inundada por cartas, faxes, e-mails, telefonemas, messagens eletrônicas e cartas e papéis amarrados em pedras. Eu, como todo mundo, prefiro um arquiteto mané qualquer, que coloque sombra, banheiro, banco e lugar para sentar, comer, beber e conversar na praça. Nas praças do Niemeyer, o banheiro fica num lugar escuro e longínquo, acessível somente depois que você descobrir onde ficam as escadas. E as escadas ficam longe. Sombra? Nem de toldo. Banco para sentar? Leve o seu. Lixo? Guarde no bolso. Crianças e idosos? Acessibilidade? Esqueça. O homem nunca escorregou no chão que imaginou e jamais pensou em corrimão ou em alguém despencando de vãos livres com a beirada de uma rampa na altura da canela. Lembra do Vampeta rolando na rampa do Planalto? Estava completamente mamado, mas se você perder o equilíbrio naquela rampa o modo Vampeta é o único jeito de completar o percurso sem se quebrar todo. Role.