domingo, 14 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Uma câmera amarrada
Acabo de ler que os amadores estão cada vez mais presentes no espaço. Malucos de toda a parte do mundo estão montando engenhocas e mandando suas câmeras digitais para uma viagenzinha espacial na órbita do planeta. As câmeras são recuperadas e depois revelam imagens fantásticas feitas na descida para a terra. Na última reportagem que li, uns caras penduraram um planador equipado com câmera num balão e soltaram. O equipamento foi encontrado e um monte de filmes e fotos foram recuperados. Achei a história um barato.
Outro dia também li que encontraram um chip de câmera com o registro do resgate de náufragos na Austrália. As fotos emocionantes foram tiradas depois que uma dupla de marinheiros conseguiu perder um pequeno iate enquanto os dois gênios mergulhavam no oceano. A dupla ficou à deriva em alto mar durante cerca de quatro horas até ser resgatada por um barco da guarda costeira. As fotos registram a alegria dos náufragos prestes a serem resgatados. O problema foi que o tal barco de resgate virou e a câmera se perdeu. Mais tarde, os guardas e os náufragos originais seriam novamente resgatados, mas sem câmera para registrar o episódio. Quatro anos depois, a câmera é encontrada na praia e o chip ainda preserva as fotos. Achei a história superbacana.
E não tem nem duas semanas, eu acho, li outra história sobre uma mensagem numa garrafa que foi lançada numa praia dos Estados Unidos, atravessou o Oceano Atlântico e foi encontrada na Inglaterra. E apenas seis meses haviam se passado. O sujeito que encontrou a mensagem se comunicou com a pessoa que havia lançado a garrafa pela Internet. Achei a história muito, muito legal.
As três histórias são também muito inspiradoras. A primeira sugere a possibilidade de se amarrar uma câmera num planador e começar a filmar "travellings" amalucados pela cidade. Um projeto facilmente exequível seria lançar o planador de diferentes janelas ou coberturas de edifícios para filmetes curtos, de um a dois minutos. Depois reunir tudo com uma trilha sonora legal. Sim, senhor, daria um clip interessante.
O segundo e o terceiro episódio também sugerem um projeto com um enredo simples. Um câmera deixada num lugar público com um recado direto: a pessoa que estivesse com a câmera deveria gravar uma mensagem de até um minuto para a pessoa que quisesse. Quando a memória estivesse cheia, o chip seria remetido para o endereço escrito nele. Bom, não importa. O calcanhar de Aquiles de projetos assim é a logística de finalização.
Muitas boas idéias, a princípio parecem bem idiotas. A do clip do The Cure, por exemplo, parecia bem bocó. Imagine o roteiro. "Vamos pendurar a câmera em cordas e vocês, músicos malucos, vão ficar brincando com ela". Uau. Para mim, é um dos melhores clips de que tive notícia desde os anos 80.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
O Careca, o trânsito e o bruxismo
Foi isso mesmo, ó minha kombi de leitores! Aconteceu nesta quinta-feira, dia 11 de novembro. Eu estava dirigindo, numa boa, do trabalho para casa, pensando no almoço. Acontece que estou em pleno período de tratamento de dentes, o que dificulta um pouco a mastigação. E hoje, especificamente, por recomendação expressa do dentista, eu não poderia mastigar nada na hora do almoço.
Talvez eu estivesse distraído por isso. Talvez estivesse dirigindo com o estômago. Mas o mais provável é que estivesse dirigindo numa boa, como sempre. Súbito, um uno mille ameaça colocar o bico para fora da sua fila marcha lenta, mas percebe a minha presença e recua rapidamente. Continuei na minha faixa, que seguia em fila um pouco mais rápida, pensando em como mastigar arroz e feijão sem usar os dentes.
Foi aí que o uno mille saiu da fila e colou atrás de mim. Olhei pelo retrovisor e vi uma mulher soletrando palavrões e buzinando para mim. Não liguei por simples e pura concentração dental, já que estava avaliando se o cimento cirúrgico de um lado e o cimento branco do outro seriam capazes de suportar um purê de batatas. A mulher atrás de mim achou aquilo uma afronta. A louca surtou. Buzinou, acelerou, emparelhou comigo e começou a fazer gestos obscenos. Abaixou o vidro, xingou, mostrou o dedo.
Eu continuei numa boa, olímpico, seguindo a fila, que parou no semáforo. A mulher surtada furou o sinal ainda brandindo o punho para mim. Emparelhados, obedientes nas filas, os caras nos outros carros olhavam para o Careca. Foi aí que eu percebi a influência do trânsito sobre o bruxismo.
Talvez eu estivesse distraído por isso. Talvez estivesse dirigindo com o estômago. Mas o mais provável é que estivesse dirigindo numa boa, como sempre. Súbito, um uno mille ameaça colocar o bico para fora da sua fila marcha lenta, mas percebe a minha presença e recua rapidamente. Continuei na minha faixa, que seguia em fila um pouco mais rápida, pensando em como mastigar arroz e feijão sem usar os dentes.
Foi aí que o uno mille saiu da fila e colou atrás de mim. Olhei pelo retrovisor e vi uma mulher soletrando palavrões e buzinando para mim. Não liguei por simples e pura concentração dental, já que estava avaliando se o cimento cirúrgico de um lado e o cimento branco do outro seriam capazes de suportar um purê de batatas. A mulher atrás de mim achou aquilo uma afronta. A louca surtou. Buzinou, acelerou, emparelhou comigo e começou a fazer gestos obscenos. Abaixou o vidro, xingou, mostrou o dedo.
Eu continuei numa boa, olímpico, seguindo a fila, que parou no semáforo. A mulher surtada furou o sinal ainda brandindo o punho para mim. Emparelhados, obedientes nas filas, os caras nos outros carros olhavam para o Careca. Foi aí que eu percebi a influência do trânsito sobre o bruxismo.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
O Careca passeia com o cachorrinho
Existem contos célebres sobre passeios com cachorro. Verdadeiras obras-primas. Tem o conto do Tchekov, por exemplo. Tem o título do conto jamais lido do alter-ego do John Fante em Pergunte ao Pó, "O cachorrinho riu". Este texto, é óbvio, não é nada disso.
Mas não é por causa da literatura ou pela vontade de escrever que eu passeio com o cachorrinho da minha filha, o Rafa(para quem não se lembra, o Rafa-el é o shi-tsu que ela ganhou de aniversário no ano passado).
Eu passeio com o Rafa porque eu adoro a minha filha e também por causa do passeio com o Rafa, em si. Caminhar com o cachorro não é um prazer à primeira volta. Não senhor. Não, senhora. É um aprendizado com suas dificuldades intrínsecas e exclusivas, incomparáveis a qualquer outro tipo de passeio. Eu, em mais um exemplo, não gosto muito de passear com outras pessoas. A principal razão é que não consigo falar, andar e pensar ao mesmo tempo, isso sempre provoca um tipo de descoordenação nos meus passos e tropeções. Quando isso não acontece, eu acabo por imitar inconscientemente a passada do acompanhante, o que sempre me deixa com a sensação de estar marchando ao lado da outra pessoa. Em consequência, acabo por forçar uma saída do passo encadeado, o que acarreta tropeções e desequilíbrios. A única maneira de evitar as duas coisas é me concentrar no meu próprio caminhar, o que me distrai e deixa a pessoa que me acompanha irritada.
_Pô, Careca, e aí? Não vai responder?
_Hã?
_Eu perguntei o que você acha do rombo de novecentas milhas no PanAmericano?
_É um rombão, né?
_E o que você acha?
_Acho que é muito dinheiro.
_Mas qual é a sua posição?
_Sentado, de longe, observando de queixo caído.
Diálogos como esse são facilmente evitados com um passeio com o Rafa. É bem verdade que ele pensa que é gente, mas ainda não fala. O que evita tropeções da minha parte. Sim, senhor. Ou sim, senhora. A verdade é que passear com o Rafa tem me ensinado coisas muito interessantes e me ajudado a manter o equilíbrio durante as caminhadas. Mas o fundamental é que não sou eu que leva o Rafa para o passeio. É o contrário.
Em geral, o Rafa me leva para passear antes que eu tenha tempo de tomar café. Consigo apenas pegar um pedaço de maçã antes que ele me arraste para uma caminhada de quinze minutos, no relógio, pela quadra. Rafa é pontual, ele sabe que o tempo é curto e dispara pelas escadas. Felizmente, o cordão da carretilha tem cinco metros, senão eu teria que voar sobre os degraus.
Assim que saímos do edifício o Rafa começa a marcar território com xixizadas de diferentes mililitros de acordo com a importância do local. A ponta de meio-fio no início da calçada central é, sem sombra de dúvida, um dos locais mais importantes da nossa jornada diária. Rafa sempre capricha nessa marca. Todos os cachorros do meu prédio, capricham neste meio-fio. É como se todos os cães fossem pichadores e o meio-fio fosse um muro branco esperando por um spray. Não gosto muito de passar por ali, mas é o Rafa que está me puxando. Na sequência do caminho, Rafa levantará a perninha para molhadas e cheiradas alternadas nos lugares mais bacanas do caminho. Existem tufos de gramas especiais, que merecem grande consideração e regadas mais alegres. Existem troncos de árvores que só valem uns pinguinhos mixurucas. E existem os postes meio-termo, nem tanto ao mar, nem tanto à terra, mas que valem uns pingos a mais. E, no final, existe o lugar superespecial, que tenho que deixar limpo de acordo com o bom senso, as normas legais, as regras da boa vizinhança e a saúde pública. Para isso, a prefeitura da quadra espalhou sacos plásticos para que o cidadão cumpra o seu dever. Eu cumpro.
No caminho diário, o que inclui os dias chuvosos, sempre encontramos outros cachorrinhos. Em geral, acompanhados por outros seres humanos, mal-humorados. Consequentemente, os cães estão sempre irritados e agressivos. O Rafa, não. Ele está sempre de bom-humor e saltitante. Rafa passa numa boa por esses cãezinhos irritados e seus donos mal-treinados. Eu sigo o Rafa e digo, bom dia, bom dia, mas raramente alguém responde. Mesmo assim, o passeio com o Rafa de manhã bem cedo me faz muito bem. Só é chato no domingo.
Mas não é por causa da literatura ou pela vontade de escrever que eu passeio com o cachorrinho da minha filha, o Rafa(para quem não se lembra, o Rafa-el é o shi-tsu que ela ganhou de aniversário no ano passado).
Eu passeio com o Rafa porque eu adoro a minha filha e também por causa do passeio com o Rafa, em si. Caminhar com o cachorro não é um prazer à primeira volta. Não senhor. Não, senhora. É um aprendizado com suas dificuldades intrínsecas e exclusivas, incomparáveis a qualquer outro tipo de passeio. Eu, em mais um exemplo, não gosto muito de passear com outras pessoas. A principal razão é que não consigo falar, andar e pensar ao mesmo tempo, isso sempre provoca um tipo de descoordenação nos meus passos e tropeções. Quando isso não acontece, eu acabo por imitar inconscientemente a passada do acompanhante, o que sempre me deixa com a sensação de estar marchando ao lado da outra pessoa. Em consequência, acabo por forçar uma saída do passo encadeado, o que acarreta tropeções e desequilíbrios. A única maneira de evitar as duas coisas é me concentrar no meu próprio caminhar, o que me distrai e deixa a pessoa que me acompanha irritada.
_Pô, Careca, e aí? Não vai responder?
_Hã?
_Eu perguntei o que você acha do rombo de novecentas milhas no PanAmericano?
_É um rombão, né?
_E o que você acha?
_Acho que é muito dinheiro.
_Mas qual é a sua posição?
_Sentado, de longe, observando de queixo caído.
Diálogos como esse são facilmente evitados com um passeio com o Rafa. É bem verdade que ele pensa que é gente, mas ainda não fala. O que evita tropeções da minha parte. Sim, senhor. Ou sim, senhora. A verdade é que passear com o Rafa tem me ensinado coisas muito interessantes e me ajudado a manter o equilíbrio durante as caminhadas. Mas o fundamental é que não sou eu que leva o Rafa para o passeio. É o contrário.
Em geral, o Rafa me leva para passear antes que eu tenha tempo de tomar café. Consigo apenas pegar um pedaço de maçã antes que ele me arraste para uma caminhada de quinze minutos, no relógio, pela quadra. Rafa é pontual, ele sabe que o tempo é curto e dispara pelas escadas. Felizmente, o cordão da carretilha tem cinco metros, senão eu teria que voar sobre os degraus.
Assim que saímos do edifício o Rafa começa a marcar território com xixizadas de diferentes mililitros de acordo com a importância do local. A ponta de meio-fio no início da calçada central é, sem sombra de dúvida, um dos locais mais importantes da nossa jornada diária. Rafa sempre capricha nessa marca. Todos os cachorros do meu prédio, capricham neste meio-fio. É como se todos os cães fossem pichadores e o meio-fio fosse um muro branco esperando por um spray. Não gosto muito de passar por ali, mas é o Rafa que está me puxando. Na sequência do caminho, Rafa levantará a perninha para molhadas e cheiradas alternadas nos lugares mais bacanas do caminho. Existem tufos de gramas especiais, que merecem grande consideração e regadas mais alegres. Existem troncos de árvores que só valem uns pinguinhos mixurucas. E existem os postes meio-termo, nem tanto ao mar, nem tanto à terra, mas que valem uns pingos a mais. E, no final, existe o lugar superespecial, que tenho que deixar limpo de acordo com o bom senso, as normas legais, as regras da boa vizinhança e a saúde pública. Para isso, a prefeitura da quadra espalhou sacos plásticos para que o cidadão cumpra o seu dever. Eu cumpro.
No caminho diário, o que inclui os dias chuvosos, sempre encontramos outros cachorrinhos. Em geral, acompanhados por outros seres humanos, mal-humorados. Consequentemente, os cães estão sempre irritados e agressivos. O Rafa, não. Ele está sempre de bom-humor e saltitante. Rafa passa numa boa por esses cãezinhos irritados e seus donos mal-treinados. Eu sigo o Rafa e digo, bom dia, bom dia, mas raramente alguém responde. Mesmo assim, o passeio com o Rafa de manhã bem cedo me faz muito bem. Só é chato no domingo.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Lawrence Block e as técnicas de higiene bucal
Uma das coisas mais legais do mundo é você encontrar um parágrafo inteiro de uma opinião bem expressa sobre um tema importante e concordar com absolutamente tudo. Neste caso não foi um parágrafo inteiro e nem mesmo foi sobre um assunto relevante, mesmo assim fiquei super-feliz de encontrar o trecho abaixo na página 46 de "O Ladrão no armário", de Lawrence Block.
(...)ela ter me mostrado, pelo que parecia ser a milésima vez, a maneira correta de escovar os dentes(e toda profissional de higiene bucal te mostra uma maneira diferente, cada qual jurando ser a única maneira), (...)
Explico. Concordo absolutamente com todo esse trecho porque já vivi isso com a minha própria mandíbula e dentadura. Todas as vezes que vou a um dentista, sou terrivelmente admoestado sobre os males que provoquei às minhas arcadas dentárias devido a erros crassos de escovação. Houve um tempo em que discordava. Tentava tartamudear que aquela era uma acusação frívola e que deveria haver uma outra explicação para os meus problemas bucais. Nessa hora, em geral, o dentista franzia o cenho e retomava a explicação da única maneira correta de se escovar os dentes desde a invenção da escova. Uma vez fiquei tentado a filmar a explicação em vídeo para postar no youtube, expondo o dentista ao ridículo eterno. Mas já devem existir vários vídeos de escovação na internet, todas as coisas legais já foram filmadas e postadas. O problema é saber qual é a maneira correta.
Hoje, escuto o sermão com interessados "hum-huns" e sinais intermediários de aprovação e regojizo. Mesmo assim, os dentistas não se mostram satisfeitos e renovam seus conselhos sobre a única maneira correta de se escovar os dentes. Agora mesmo, que estou em pleno período de tratamento dentário, ouvi três explicações diferentes sobre a única e correta maneira de se escovar os dentes. Um dentista me disse que devo usar escovas macias e caprichar nos movimentos circulares. Outro me garantiu que os movimentos circulares podem provocar traumas terríveis nas minhas gengivas sensíveis e recomendou movimentos de varrição para cima e para baixo. Uma terceira, cuja clientela presumivelmente é composta por grande maioria de crianças, me disse assim: você pega a escovinha, coloca a pastinha, e faz assim e assim, como se estivesse lavando o dentinho, entendeu?
Eu entendi. Não existe apenas uma maneira correta. E como muito bem resumiu a minha mulher, eu certamente não estou usando nenhuma das técnicas certas.
(...)ela ter me mostrado, pelo que parecia ser a milésima vez, a maneira correta de escovar os dentes(e toda profissional de higiene bucal te mostra uma maneira diferente, cada qual jurando ser a única maneira), (...)
Explico. Concordo absolutamente com todo esse trecho porque já vivi isso com a minha própria mandíbula e dentadura. Todas as vezes que vou a um dentista, sou terrivelmente admoestado sobre os males que provoquei às minhas arcadas dentárias devido a erros crassos de escovação. Houve um tempo em que discordava. Tentava tartamudear que aquela era uma acusação frívola e que deveria haver uma outra explicação para os meus problemas bucais. Nessa hora, em geral, o dentista franzia o cenho e retomava a explicação da única maneira correta de se escovar os dentes desde a invenção da escova. Uma vez fiquei tentado a filmar a explicação em vídeo para postar no youtube, expondo o dentista ao ridículo eterno. Mas já devem existir vários vídeos de escovação na internet, todas as coisas legais já foram filmadas e postadas. O problema é saber qual é a maneira correta.
Hoje, escuto o sermão com interessados "hum-huns" e sinais intermediários de aprovação e regojizo. Mesmo assim, os dentistas não se mostram satisfeitos e renovam seus conselhos sobre a única maneira correta de se escovar os dentes. Agora mesmo, que estou em pleno período de tratamento dentário, ouvi três explicações diferentes sobre a única e correta maneira de se escovar os dentes. Um dentista me disse que devo usar escovas macias e caprichar nos movimentos circulares. Outro me garantiu que os movimentos circulares podem provocar traumas terríveis nas minhas gengivas sensíveis e recomendou movimentos de varrição para cima e para baixo. Uma terceira, cuja clientela presumivelmente é composta por grande maioria de crianças, me disse assim: você pega a escovinha, coloca a pastinha, e faz assim e assim, como se estivesse lavando o dentinho, entendeu?
Eu entendi. Não existe apenas uma maneira correta. E como muito bem resumiu a minha mulher, eu certamente não estou usando nenhuma das técnicas certas.
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