terça-feira, 30 de junho de 2009

Tcham-tcharam-raaam, tcham-tcham-tcharam

Uma das minhas cenas prediletas do cinema é de um filme com o Harrison Ford, acho que é “Os Caçadores da Arca Perdida”. Indiana Jones está cansado de perseguição e pancadaria e um gigante com um turbante começa a agitar uma cimitarra e a gritar com o nosso herói. Ele observa, com quase desdém, o homenzarrão girar e regirar a espada. Dá uma olhada para você, o espectador sagaz. E, então, com um sorriso de lado puxa o revólver e manda bala no gigante. E depois ajeita o chapéu.

O chapéu de Indiana Jones é um Fedora Safari-Brown, custa trinta dólares e pode ser comprado on-line.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

El consertador de puertas

O homem que conserta portas

Neste final de semana, fiz a maior pose do mundo para colocar as portas nos armários da cozinha.

As duas outras portas , nos quartos das crianças, eu já havia consertado.

Aproveitando que a minha mulher foi levar as crianças para o exame médico da aula de natação, corri até a loja de mequetrefes para comprar dobradiças, aldrabas e lingüetas. Comprei uma porção. Aí coloquei "Eye Of the Tiger" pra tocar, fiz umas flexões de braço, amarrei uma faixa vermelha na testa, preparei a caixa de ferramentas e sorri para o meu espelho. O melhor sorriso "o-iluminado-jack-nicholson" que eu treino, desde os dezesseis anos.

_It´s too bad she won´t live, but anyway, who does? - eu pergunto, repetindo a última frase de Blade Runner, aquela que a música do Vangelis engole no final.

Depois que Eye of The Tiger terminou, iniciei o gigantesco trabalho de consertar as portas dos armários. Foi bem mais fácil do que eu pensei, mas suei um bocado.
Ao final, minha mulher foi compreensiva. E só fez cara de paisagem para uma porta mal-colocada. Tive que concordar, em silêncio. Dei uma guaribada, ajeitei, mas ainda está ruim. Depois vou ter que colocar novamente. É que já estava de noite, e eu não queria mais fazer barulho. Outro dia arrumo. De verdade. É vero.

Coisas bestas sem o menor sentido

Ao mesmo tempo em que eu procuro me concentrar nas coisas banais e tirar algum proveito dos afazeres cotidianos, eu também me pego fazendo coisas bestas sem o menor sentido.
Por exemplo? Descobri que eu faço caretas para o espelho antes e depois de escovar. São caretas caprichadas, de verdade, com a língua para fora, olho arregalado, dá para ver aquele sino da garganta. Minha filha me surpreendeu, no meio de uma careta, e propôs um concurso. Ela gostou muito da brincadeira. E agora propõe novos concursos de caretas a todo instante, especialmente na hora do almoço.
_Paiê, olha essa! – e ela esbugalha os olhinhos e estica a língua para o lado, franze a testa e puxa os cantos da boca com as mãos.
Ela fica linda de qualquer jeito mas eu faço cara de sério e digo:
_Horrível ! - e repuxo as minhas orelhas, pisco um olho e finjo morder a língua como se fosse um desdentado.
_Argh! – e meu filho também entra na disputa, dobrando as orelhas, pondo a língua para fora, repuxando os olhos igual a um chinês.
Minha mulher assiste a tudo em silêncio. De repente também faz uma careta impressionante.
_Mamãe ganhou! – diz a minha princesinha.
Tenho que concordar com ela.

Todos de férias, menos eu, é claro

É visível a diferença, pela manhã. Todos os três estão radiantes, descansados, brilhantes. Só eu estou com a minha cara de sempre, com o meu terno e gravata de sempre. Meu filho e minha filha acordaram espontaneamente, sem nenhuma reclamação. Mas toda essa felicidade é contagiante. Eu fico feliz por osmose.

domingo, 28 de junho de 2009

Putz, não é que ganhamos!

O futebol é um esporte extraordinário porque nem sempre a melhor equipe vence.
Na Copa das Confederações, o ditado funcionou às mil maravilhas. Não havia uma única equipe boa. Ninguém deu show de bola. E assim, a seleção de Dunga ganhou. O futebol de Lúcio fez a diferença e triunfou.

Dá pra perceber que tem alguma coisa errada porque não escutei um único foguete. Nem sequer um traque. Em termos de empolgação da torcida, a coisa foi chinfrim, chinfrim. Tudo bem, não é copa do mundo, mas sequer um foguete?!

Ô coisa chué.

sábado, 27 de junho de 2009

Dois projetos

Projeto 1 - O melhor do Careca Volume 1
Anteontem falei em projeto e não disse o que era. É bem simples. Uma compilação de crônicas e textos do blog, junto com algumas ilustrações selecionadas dos moleskines.
Já comecei, estarei fazendo aos pouquinhos, todas as noites. A idéia é deixar tudo pronto em PDF e disponibilizar no blog. Serão vinte crônicas e vinte ilustrações.


Projeto 2 - Mário Salimon e o rock de Brasília
Um dia, não foi ontem, faz algum tempo, li no blog do meu amigo Mário Salimon a história da sua trajetória musical. É também um pedaço da história do rock de Brasília e também da minha geração nessa cidade. Mário cantou e conviveu com boa parte dos músicos que se projetaram nacionalmente a partir do cenário musical de Brasília, na segunda metade dos anos oitenta. Um dia tenho que conversar com o Mário sobre a possibilidade dele escrever um livro sobre essas coisas. Só de fotos, ele, o Dulcídio e o César Mendes têm um arquivo enorme.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Um projeto para esse ano

As pessoas costumam virar o ano com projetos para os doze meses seguintes. Mas eu sou meio devagar. Então, finalmente, estou com um projeto para o resto desse ano.

Bié, Michael Jackson
Esse cara sacolejou o planeta com seu pop, com o "andar da lua" e outras esquisitices. É um artista de tirar o chapéu. Mas prefiro lembrar de Michael Jackson ainda menino prodígio, cantando "Ben" ou "ABC", num desenho pop psicodélico que passava na TV da minha infância. "Ben", para quem não sabe, era uma música de filme de terror. Era um rato, o melhor e único amigo de um menino. Não lembro mais do filme. Mas no desenho, toda hora aparecia um ratinho, o Ben. A música é de cortar o coração. E "ABC" é super legal.

Frase do dia