As piadas continuam. Depois que o Desencontrador Geral usou vinte e sete páginas para arquivar a possibilidade de investigar o Dr. Palhóci, o ex-consultor que não mafagafava tratou logo de pedir o boné. Em nota de três parágrafos e oito linhas, o palácio confirmou a demissão do Pelé do sigilo e da confidencialidade. Ou melhor, das oito linhas da nota do peteleco em Palhóquio, duas foram utilizadas para anunciar o nome da sucessora na Casa. Desse modo, o gênio que multiplicou o patrimônio vinte vezes nos últimos quatro anos, foi despachado do palácio com míseras seis linhas.
É o fim da crise política? Somente para Aecim, o crocodilo da oposição, que se apressou a colocar um ponto final onde ainda existe muito espaço para reticências. O Desencontrador Geral será instado a esclarecer o arquivamento. De olho na recondução(ou na vaga de Ellen Gracie no STF - dizem que ela antecipará a aposentadoria), o Perdidinho Geral fez a escadinha para que o pontapé em Palófi parecesse menos feio. Como já aconteceu outras vezes aos canalhas que se prestam a esse tipo de favores, deverá ficar pendurado no pincel, isolado e macambúzio.
terça-feira, 7 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Até secar
O espetáculo do fica ou não fica do Doutor Palóssite é super-divertido. É extraordinário que ele não demonstre um pingo de amor próprio e insista em permanecer. Tivesse um mínimo de pudor, não teria assumido o posto. Mas essa gente é de outra estirpe, só larga o osso a chibatadas.
Por mim, espero que continue a proporcionar esse espetáculo desolador. Durante a entrevista em que tremeu e gaguejou como se fosse flácido, Palóchio desconstruiu o próprio mito. Revelou-se um regurgitador de frases feitas. Foi como assistir ao rabo abanando o cachorro. A parte em que fala em boa fé deveria virar tema de samba-enredo no próximo carnaval.
A melhor parte dessa triste pantomina vem sendo proporcionada pelos artigos sensacionais de Augusto Nunes, Dora Kramer, Reinaldo Azevedo, Lúcia Hipólito e, no último domingo, pelo insuperável João Ubaldo Ribeiro, em "O Globo". Craque da palavra, Ubaldo destrinchou a crise "Palófice" com uma crônica irônica e inteligente.
Com a decisão do procurador (a ser reconduzido ao cargo) de arquivar o assunto Palhoci, esta semana promete mais alguns dias de sangria lenta do ser que não trafica influenza. O ministro que frequentava uma casa de encontros noturnos e foi reconhecido por um modesto e honesto caseiro parece querer continuar a fazer daquela outra casa, a sua casa. Diga-se de passagem, a sua casa é alugada de uma ex-imobiliária que hoje vende colchões. A gerente da ex-imobiliária não sabe que a ex-empresa era a dona do contrato com o ex-ministro que virou ministro de novo. Esse não sabimento é compreensível porque Palhoffi é um ser em permanente transformação. Passou de ex-ministro a deputado que prestava serviços de consultoria, virou coordenador de campanha e ex-dono de empresa, e depois se tornou coordenador da equipe de transição, mas extra-oficialmente. Não se sabe com qual persona ele assinou o contrato com a ex-imobiliária. Também não se sabe se o aluguel está em dia, ou se a ex-imobiliária está na lista de clientes sigilosos do ser que, por decisão do Supremo, não violou o sigilo do caseiro.
Aliás, Palióci é a negativa em carne, osso e alguma gordura. Ele não traficou influência. Ele não consegue pronunciar ninho mafagafos cheio de mafagafinhos. Ele não enriqueceu ilicitamente. Ele não diz para quem trabalhou. Ele não revela o que consultou. Ele não se arrepende. Ele não comunicou os superiores sobre suas consultorias.
Daquela outra vez ele também estava cheio de negativas. Ele não frequentava a casa. Ele jamais ouvira falar em Mary Jane Corner. Ele não tinha encontro de negócios noturnos, ou melhor, encontros noturnos de negócios. Ele não mandou violar o sigilo do caseiro. Ele não achava que seria demitido.
Por mim, espero que continue a proporcionar esse espetáculo desolador. Durante a entrevista em que tremeu e gaguejou como se fosse flácido, Palóchio desconstruiu o próprio mito. Revelou-se um regurgitador de frases feitas. Foi como assistir ao rabo abanando o cachorro. A parte em que fala em boa fé deveria virar tema de samba-enredo no próximo carnaval.
A melhor parte dessa triste pantomina vem sendo proporcionada pelos artigos sensacionais de Augusto Nunes, Dora Kramer, Reinaldo Azevedo, Lúcia Hipólito e, no último domingo, pelo insuperável João Ubaldo Ribeiro, em "O Globo". Craque da palavra, Ubaldo destrinchou a crise "Palófice" com uma crônica irônica e inteligente.
Com a decisão do procurador (a ser reconduzido ao cargo) de arquivar o assunto Palhoci, esta semana promete mais alguns dias de sangria lenta do ser que não trafica influenza. O ministro que frequentava uma casa de encontros noturnos e foi reconhecido por um modesto e honesto caseiro parece querer continuar a fazer daquela outra casa, a sua casa. Diga-se de passagem, a sua casa é alugada de uma ex-imobiliária que hoje vende colchões. A gerente da ex-imobiliária não sabe que a ex-empresa era a dona do contrato com o ex-ministro que virou ministro de novo. Esse não sabimento é compreensível porque Palhoffi é um ser em permanente transformação. Passou de ex-ministro a deputado que prestava serviços de consultoria, virou coordenador de campanha e ex-dono de empresa, e depois se tornou coordenador da equipe de transição, mas extra-oficialmente. Não se sabe com qual persona ele assinou o contrato com a ex-imobiliária. Também não se sabe se o aluguel está em dia, ou se a ex-imobiliária está na lista de clientes sigilosos do ser que, por decisão do Supremo, não violou o sigilo do caseiro.
Aliás, Palióci é a negativa em carne, osso e alguma gordura. Ele não traficou influência. Ele não consegue pronunciar ninho mafagafos cheio de mafagafinhos. Ele não enriqueceu ilicitamente. Ele não diz para quem trabalhou. Ele não revela o que consultou. Ele não se arrepende. Ele não comunicou os superiores sobre suas consultorias.
Daquela outra vez ele também estava cheio de negativas. Ele não frequentava a casa. Ele jamais ouvira falar em Mary Jane Corner. Ele não tinha encontro de negócios noturnos, ou melhor, encontros noturnos de negócios. Ele não mandou violar o sigilo do caseiro. Ele não achava que seria demitido.
sábado, 4 de junho de 2011
Minha entrevista com Paulóssi
Segue aí a minha lista de preguntas ao Dr. Palócity:
_Dr. Paulóssi, foi o senhor que fez aquelas contas erradas nos livros do MEC?
_Dr. Palófice, alugar apê de laranja tem desconto de condomínio?
_Dr. Palost, se o Sr. gastou 6 paus para comprar um apê, por quê ainda mora de aluguel?
_Dotô Paulóft, como eu faço para o meu patrimônio crescer vinte vezes em quatro anos sem correr o risco de ir em cana?
_Dr. Palóquio, mentir aumenta o seu problema de dicção?
_Doutor Palóffi, ia muita gente naquelas palestras de vinte, trinta mil reais?
_Doutor Palhoci, o certo é um milhão por fusão ou com fusão?
_Dr. Palhof, o vice-presidente fala mais alto que a presidenta?
_Dr. Palhossi, quando deixar o governo pretende retomar os serviços de consultoria?
_Dr. Palóssiti, daquela lista de 20 a 25 empresas todo mundo já pagou ou ainda falta receber?
_Dr. Palófite, o Sr. quer uma nova chance ou duas vezes já está bom demais?
_Dr. Palhóquio, acha que os seus clientes vão mandar cartão no Natal?
_Dr. Paulóssi, foi o senhor que fez aquelas contas erradas nos livros do MEC?
_Dr. Palófice, alugar apê de laranja tem desconto de condomínio?
_Dr. Palost, se o Sr. gastou 6 paus para comprar um apê, por quê ainda mora de aluguel?
_Dotô Paulóft, como eu faço para o meu patrimônio crescer vinte vezes em quatro anos sem correr o risco de ir em cana?
_Dr. Palóquio, mentir aumenta o seu problema de dicção?
_Doutor Palóffi, ia muita gente naquelas palestras de vinte, trinta mil reais?
_Doutor Palhoci, o certo é um milhão por fusão ou com fusão?
_Dr. Palhof, o vice-presidente fala mais alto que a presidenta?
_Dr. Palhossi, quando deixar o governo pretende retomar os serviços de consultoria?
_Dr. Palóssiti, daquela lista de 20 a 25 empresas todo mundo já pagou ou ainda falta receber?
_Dr. Palófite, o Sr. quer uma nova chance ou duas vezes já está bom demais?
_Dr. Palhóquio, acha que os seus clientes vão mandar cartão no Natal?
sexta-feira, 3 de junho de 2011
O Careca encontra a solução para Palófi
Gente, depois de muito pensar finalmente encontrei a solução final para o Doutor Paulóssi e a dinheirama(vinte milhões) que recebeu nos últimos dois meses de 2010. Como é grana "pessoal", não é "coletiva", então ele só precisa dizer que todas as notas estão manchadas com aquela tinta que os bancos usam para rastrear caixa automático estourado. Que tal?
Como todo mundo sabe, tem gente nesse governo que gosta mesmo é de dividir prejuízo dos bancos com a gente. Os mais de 80 assaltos com explosivos nos bancos de São Paulo resultaram em milhões de reais de notas manchadas de tinta rosa. Essa fortuna pink, por decisão dos gênios que gostam de fazer o povo pagar o pato, não vale nada.
A decisão é uma pérola de sabedoria porque agora todos nós temos que vigiar a grana que circula, inclusive a que sai dos caixas automáticos, para não pegar dinheiro sem valor. Todos nós, menos os gatunos que estouram os caixas e os Doutores Meliantes que não precisam sequer explicar as cifras cabeludas que recebem por consultas fajutas ao pé do ouvido.
Por isso, eu acho que a melhor solução para o Dr. Paulóffi é ele dizer que as notas que recebeu estão manchadas de rosa. A única complicação é que pela decisão do pessoal do governo que não gosta de gente comum, todo mundo que recebe dinheiro manchado tem que explicar onde, como e de quem recebeu o dinheiro micado que não vale nada.
O estranho disso é que eu continuo achando que deveria ser exatamente o contrário, como era antigamente até antes do Doutor Paulóffissi descobrir quanto o caseiro ganhava do pai. Naquele tempo, quando o pessoal do Supremo ainda não havia decidido que devassar uma conta e contar a movimentação pra todo mundo não era violar o sigilo, autoridades e servidores públicos eram obrigados por lei a explicar onde, como e porquê do crescimento do patrimônio pessoal.
Como todo mundo sabe, tem gente nesse governo que gosta mesmo é de dividir prejuízo dos bancos com a gente. Os mais de 80 assaltos com explosivos nos bancos de São Paulo resultaram em milhões de reais de notas manchadas de tinta rosa. Essa fortuna pink, por decisão dos gênios que gostam de fazer o povo pagar o pato, não vale nada.
A decisão é uma pérola de sabedoria porque agora todos nós temos que vigiar a grana que circula, inclusive a que sai dos caixas automáticos, para não pegar dinheiro sem valor. Todos nós, menos os gatunos que estouram os caixas e os Doutores Meliantes que não precisam sequer explicar as cifras cabeludas que recebem por consultas fajutas ao pé do ouvido.
Por isso, eu acho que a melhor solução para o Dr. Paulóffi é ele dizer que as notas que recebeu estão manchadas de rosa. A única complicação é que pela decisão do pessoal do governo que não gosta de gente comum, todo mundo que recebe dinheiro manchado tem que explicar onde, como e de quem recebeu o dinheiro micado que não vale nada.
O estranho disso é que eu continuo achando que deveria ser exatamente o contrário, como era antigamente até antes do Doutor Paulóffissi descobrir quanto o caseiro ganhava do pai. Naquele tempo, quando o pessoal do Supremo ainda não havia decidido que devassar uma conta e contar a movimentação pra todo mundo não era violar o sigilo, autoridades e servidores públicos eram obrigados por lei a explicar onde, como e porquê do crescimento do patrimônio pessoal.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Os dois aniversários da minha mãe
Nesta quinta-feira comemoramos o aniversário da minha mãe. De acordo com ela, dia dois de junho é realmente o dia do seu aniversário. Mas de acordo com a certidão de nascimento, o aniversário é no dia seis de junho. Qual é o dia certo para se comemorar? Minha mãe jura que é o dia dois e que sempre comemorou no mesmo dia. Mas algumas tias dizem que não, só para aumentar a confusão.
A controvérsia começou quando ainda era um menino. Minha mãe conta que nos idos de antigamente, ela preparou um jantar super-especial, se arrumou e fez um bolo e ficou linda e maravilhosa esperando os cumprimentos do meu pai e dos quatro filhos. Todos nós jantamos o jantar estupendo, conversamos e rimos mas nada de ninguém lembrar do aniversário.
_Bonito, hem! Ninguém lembrou do meu aniversário - disse a minha mãe.
Conta ela que eu, meu irmão e minhas irmãs caímos no choro na hora em que ela tirou o bolo da geladeira. Era a querosene, a geladeira. Para se desculpar sem dar o braço a torcer, meu pai lembrou de que a data na identidade era o dia 6 e que naquele ano todos nós iríamos comemorar o aniversário oficial no dia correto.
_E aí seu pai inventou essa história de comemorar no dia 6. Mas é falso. Na identidade colocaram a data errada e só fui percebeu muitos anos depois. Tenho preguiça de corrigir o documento.
Por via das dúvidas, desde aquela vez nós cantamos parabéns para minha mãe duas vezes por ano.
A controvérsia começou quando ainda era um menino. Minha mãe conta que nos idos de antigamente, ela preparou um jantar super-especial, se arrumou e fez um bolo e ficou linda e maravilhosa esperando os cumprimentos do meu pai e dos quatro filhos. Todos nós jantamos o jantar estupendo, conversamos e rimos mas nada de ninguém lembrar do aniversário.
_Bonito, hem! Ninguém lembrou do meu aniversário - disse a minha mãe.
Conta ela que eu, meu irmão e minhas irmãs caímos no choro na hora em que ela tirou o bolo da geladeira. Era a querosene, a geladeira. Para se desculpar sem dar o braço a torcer, meu pai lembrou de que a data na identidade era o dia 6 e que naquele ano todos nós iríamos comemorar o aniversário oficial no dia correto.
_E aí seu pai inventou essa história de comemorar no dia 6. Mas é falso. Na identidade colocaram a data errada e só fui percebeu muitos anos depois. Tenho preguiça de corrigir o documento.
Por via das dúvidas, desde aquela vez nós cantamos parabéns para minha mãe duas vezes por ano.
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