quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Milésimo post do Careca

É este aqui. Completo nesse instante o milésimo post do blog. Fico logo me imaginando com a mesma alegria do Pelé, pulando e dando socos no ar. É, o milésimo gol foi de pênalti, o goleiro quase pegou e o Pelé estava gripado. Dizem que ele nem contava em fazer o milésimo, porque em vários jogos foi armado o circo para a ocasião e o Rei do Futebol saía de campo sem colocar a bola na rede.

Acho que é mentira. O Pelé jogava bem à beça. Além disso, o importante é a mensagem do Rei: love, love, love.

Comigo, guardadas as devidas proporções, deixando claro que não sou rei de nada, o sentimento é o mesmo: love, love, love.

E também posso dizer que estou gripado.

Para marcar essa ocasião especial, além de estar socando o ar tem bem uns dez minutos, gostaria de fazer uma citação especial:

"De repente, fica claro para você que, quando Deus criou o mundo, Ele não o abandonou para ir sentar-se em contemplação - em algum lugar do limbo. Deus fez o mundo e nele entrou: eis o significado da criação."

Não, isso não é de nenhuma Papa. É da página 47 de Plexus, do Henry Miller.


Num trecho anterior, ele também escreveu:

"O passado(de Mona) era um sonho fabuloso que ela distorcia à vontade. Ninguém jamais devia tirar conclusões do passado - um modo nada confiável de avaliar as coisas. O passado, na medida em que equivalia ao fracasso e à frustração, simplesmente não existia."

Dessa milésima postagem, minha caríssima kombi de leitores, é possível tirar duas conclusões:

1 - Henry Miller não era muito religioso, mas também não era ateu.

2 - Mona, a mulher de Henry Miller, poderia ser Presidente da República Federativa do Brasil.

Planejei cuidadosamente o que blogar quando chegasse ao meu milésimo. Mas eu não previ que os pulos e os socos no ar fossem me deixar com cãibras. Ai. E não dá para ser melhor do que o Rei.

É isso aí: love, love, love.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Jackson Jackson - Love Man



A turma do The Cat Empire se separou. Aí surgiu o Jackson Jackson.
É o pop australiano na cabeça.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O problema de voltar a ler

O problema de voltar a ler é que diminui o tempo para escrever. E o tempo já está muito curto para qualquer das duas coisas. Cortei TV. Cortei ouvir muitos discos. Cortei o aeromodelismo. E o resto, que não é desimportante, não dá para cortar. De vez em quando, é preciso brincar de um jogo de tabuleiro ou de cartas com as crianças, por exemplo. E ultimamente, o Can-can tem feito muito sucesso aqui em casa. Tem também o jogo da memória. Minha filha é tão extraordinariamente boa nesse jogo que começou a ficar sem graça.

Tentamos xadrez, algumas vezes, mas ainda não sei despertar entusiasmo nas crianças com esse jogo. A lembrança de mim mesmo aprendendo lições indeléveis de xadrez com o meu pai sempre me assalta nessas vezes. Mas não chego aos pés dele como professor e as crianças se entediam rapidamente.

Existem um monte de jogos de tabuleiro. Torrinha. Damas. Banco imobiliário. Quebra-cabeças. Também desenhamos e rabiscamos no papel, só para relaxar. Com tanta atividade, sobrava pouco ou nenhum tempo para leitura noturna e blogar. Por isso, em geral, eu blogava e depois ia ler um romance policial rapidinho, antes de dormir.

E aí me deu uma saudade grande dos livros grandes, os que fazem pensar. Deixei os policiais de lado. Afastei o Helman Melville. As aventuras de Gulliver. Eu me concentrei em Dostoéivsky e Miller. Estabeleci uma ordem de prioridades. Ler primeiro o que estivesse à mão dos dois. Corri para a estante e lá estava Plexus, brilhando de novo, ainda embalado. É o segundo da trilogia, mas não importava mais. Sei que vou reler tudo de novo quando acabar. É por isso, então, que ultimamente tenho sido bem desleixado com o blog.

Frase do dia