Obama quebra precedente e não recebe Dalai Lama em Washington. Essa é a manchete completa. Há 18 anos, todos os presidentes dos EUA recebem o Dalai Lama quando ele faz uma visita. Obama quebrou um ótimo precedente, uma antiga tradição.
"A decisão de romper com o precedente e adiar qualquer encontro foi comunicada ao Dalai Lama no mês passado, quando Valerie Jarrett, conselheira-sênior de Obama, e Maria Otero, vice-secretária do Departamento de Estado, viajaram a Dharamsala, na Índia, para explicar a abordagem do governo em relação ao Tibete."
"Obama prefere esperar até depois de sua reunião com o presidente chinês, Hu Jintao, em novembro, antes de se encontrar com o Dalai Lama, possivelmente em dezembro, disseram autoridades."(Agência Reuters)
Não morro de amores pelo Dalai Lama, mas tenho enorme respeito pelo sujeito que sempre falou de paz e agiu pacificamente. A quebra de precedente, e o aparente condicionamento de um encontro ao resultado de uma reunião com o líder da China, é o mesmo que rasgar uns vinte ou trinta discursos politicamente corretos.
O que acontece caso o Presidente dos EUA não receba o Dalai? Um massacre? Nada?
E para a China, tudo?
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A qualidade da música

É super-importante passar o final de semana a ouvir música de qualidade. A exposição a música de má qualidade acaba com o bom humor do ser humano e provoca desânimo. Música ruim é um embaraço. É triste. Provoca tristeza. É entristecedora.
E cansa.
Li em algum lugar que os tímpanos, como os elefantes, não se esquecem. Eles são acumuladores de decibéis. Se você ouvir muito barulho, não vai adiantar ficar muito tempo sem ouvir barulho. Todas as vezes que ouvir muito barulho você estará mais próximo da surdez. E quando a música é ruim, a acumulação é maior, é uma coisa impressionante.
No fim, é quase o contrário do que diz o ditado. Nossos ouvidos pedem penico.
domingo, 4 de outubro de 2009
A empatia necessária
Houve uma época em que eu me preocupava com o fato de não despertar simpatia imediata. Sim, eu queria que todas as pessoas gostassem de mim, sem que eu precisasse fazer nada.
Plim! Bastaria eu aparecer para que todos quisessem meu autógrafo tatuado na testa, meu poster central, rir das minhas piadas e gostar das minhas histórias e estórias.
É óbvio que o que acontecia era o contrário.
Eu despertava os piores impactos possíveis, os mais nulos. Eu era um campeão de sem-graceza. Um paladino do canto mudo. Ninguém jamais me pediu autógrafos, a não ser em cheques pré-datados. As minhas piadas são fracas, fracas. E conto na minha kombi as pessoas que gostam das minhas historias e estórias.
Mas desencanei. E nada melhorou. Continuo a ser um terrível causador de péssimas primeiras impressões.
Agora estou trabalhando duro para entrar em forma. Tudo para a minha pose de poster central.
Plim! Bastaria eu aparecer para que todos quisessem meu autógrafo tatuado na testa, meu poster central, rir das minhas piadas e gostar das minhas histórias e estórias.
É óbvio que o que acontecia era o contrário.
Eu despertava os piores impactos possíveis, os mais nulos. Eu era um campeão de sem-graceza. Um paladino do canto mudo. Ninguém jamais me pediu autógrafos, a não ser em cheques pré-datados. As minhas piadas são fracas, fracas. E conto na minha kombi as pessoas que gostam das minhas historias e estórias.
Mas desencanei. E nada melhorou. Continuo a ser um terrível causador de péssimas primeiras impressões.
Agora estou trabalhando duro para entrar em forma. Tudo para a minha pose de poster central.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Dancei na minha folga
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