terça-feira, 9 de outubro de 2007

O senhor almoço

A tradição começou quando ainda éramos solteiros. Uma vez por mês, sempre aos sábados, nos encontrávamos na casa do Niltão para tomar muita cerveja, colocar o papo em dia, descobrir as novidades, que eram sempre muitas, dos amigos dos tempos da universidade. O Niltão estava aprendendo a cozinhar e era ousado como só os iniciantes podem ser. Fejoada, rabada, buxada, costela, salmão, lula, camarão na moranga, pato, galo, peru, pernil, tutu, galinha d´angola, e qualquer coisa pesada, lenta e difícil de cozinhar foram os pratos que ele aprendeu a dominar. Éramos cobaias felizes desse aprendizado, que hoje já é maestria.
Com o passar dos anos, e já se passaram muitos, os casamentos aconteceram, as crianças nasceram e os almoços no Niltão começaram a se tornar mais raros. Não por vontade dele, é claro. A verdade é que ele cansou de insistir com alguns. Até mesmo comigo, depois que a caçula nasceu.
Lembro que ele ligava na véspera, como sempre, e mandava o convite.
_Alô, você também. Amanhã tem baixo lá em casa. Leva birita.
E eu dizia que não, que as crianças vão dar trabalho, que elas ainda estão muito pequenas e uma série de lamúrias de pai velho e bobo. Um dia o Niltão, com sua sabedoria e fino trato, cortou as frescuras.
_Deixa de fazer doce e traga a patroa e os moleques. Aqui está cheio de brinquedos e tem um quarto só para bagunçar.
Tanta perspicácia mexeu com os meus sentimentos. E eu voltei a freqüentar o almoço do Niltão. Eu e outros desgarrados e desgarradas. E voltei a ter informações sobre os amigos do tempo em que éramos jovens e íamos mudar o mundo. A cada vez que vou a um almoço no Niltão, eu comprovo. Minha geração é um sucesso.
Alguns dos casados se separaram, outros se amancebaram e um mudou a opção sexual. Meus colegas da universidade têm a sexualidade resolvida.
Fulano foi ser DJ na Escócia, Beltrano está em Sidney trabalhando de copeiro num hotel e a Sicrana, quem diria, casou com um banqueiro alemão babaca e mora em Munique. E o Glauco, lembra do Glaucoma!, se deu bem, casou com um baú e mora em Paris. Meus colegas de universidade são internacionalizados.
Aquela menina que dizia ser atriz ficou grávida de gêmeos de um senador. O Tavinho virou escritor e já publicou quatro biografias de deputados. A Samantha brigou com a Tabatha e voltou a fazer publicidade para partidos políticos. O Bicola, aquele que escondia cola na caneta, foi candidato por um partido nanico e hoje está atolado em dívidas. Meus colegas de universidade são politicamente corretos.
O Juca, irmão do Quincas, passou dois dias preso em Cartagena. A Samara, prima da namorada do Niltão, teria morrido se não fosse uma injeção de glicose. A Cráudia salvou o Piu do uísque, mas teve que beber tudo sozinha. A sativa teria matado o Michelangelo, se ele não tivesse sido atropelado enquanto cheirava a duodécima carreira do dia. E o Bituca, que tinha mania de procurar pontas em cinzeiros, fez tratamento com laser e agora só vasculha o porta-luvas dos carros dos amigos. Como se vê, meus colegas de universidade também gostam de rock´n´roll.
Agora eu não perco nenhum almoço no Niltão. Ás vezes ligo para ele, sugerindo algum prato leve.
_ Alô, você. Que tal um cassoulê para amanhã?
_ Comida de mocinha. Macho come é joelho de porco. Topa?
_Lógico. Vou levar uma de alambique que o meu avô deixou de herança.
_Traz limão também.
E eu vou dormir feliz da vida, porque sábado terei um senhor almoço no Niltão.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Bú, Jô, Sumbrái e Zezinho

Jô é um apelido danado de comum. Mas Sumbrái eu sou capaz de apostar que a maioria de vocês nunca nem ouviu falar. Pois é corruptela de Sombrancelha. Quando eu era menino, um dos amigos era chamado de Sumbrái por causa das enormes sobrancelhas. Nem sei se a palavra existe. Havia uma infinidade de apelidos grotescos naquela rapaziada. O Pig, o Porrinha, o Xexéu, o Murrinha, o Bú, o Gasparzinho e o Olhos Azuis.
Os dois últimos, nem preciso dizer, eram negros de carapinha apelidados pelo nosso racismo (mais monetário do que de cor e credo). Aliás, os apelidos eram a mais pura demonstração disso. Alguns dos brancos, mais endinheirados, ganhavam os apelidos dos heróis dos seriados da TV: Kowalsky, Capitão Lee, Spock, Magnum e Mcgáiver. Se usassem óculos e fossem franzinos, como eu, sobravam os nomes de desenhos animados: Formiga Atômica, Mr. Magoo, BatFino, - “Minhas asas são como uma couraça de aço!”.
Se fossem mais fortinhos : Maguila, Falcão Azul, Falcon... etc. Mas poucos apelidos pegavam. De todos esses que já falei, os mais extraordinários eram Sumbrái, Zezinho e Bu.
Sumbrái eu já expliquei. Zezinho era o irmão mais novo da menina mais bonita da quadra, a Mônica. Essa menina de longos cabelos encaracolados, além de ter peitos, era carioca, falava como carioca e gostava de andar de bicicleta. Ela possuía uma bicicleta de 10 marchas, verde-limão, com guidão de corrida. Isso forçava a postura inclinada, o que favorecia a observação do decote e do cofrinho.
O forte calor, a secura e os hormônios faziam o resto. Íamos aos bandos chamar o Zezinho para andar de bicicleta. Falávamos todos ao mesmo tempo no interfone: “Alô Zezinho, desce aí, vamos dar um rolé de camelo...”. Nesse tempo, bicicleta era camelo e camelo só existia no zoológico. Não era como é hoje nas praias do Nordeste. Com sorte, a Mônica descia também para andar com a gente. Com muita sorte, ela chamava as amigas BBGs (Boa, Bonita e Gostosa) dela. E muitas vezes dávamos muita sorte.
Sempre tivemos enorme respeito pela irmã do Zezinho e pelo Zezinho. E isso só fez aumentar depois que ela arrumou um namorado. O sujeito tinha fama de lutar uma capoeira violenta. Certo dia, só para demonstração, ele derrubou uns quatro ou cinco de nós com uma única rasteira. O sucesso da demonstração foi tão grande que o bando diminuiu para 3 gatos pingados assíduos, que ainda insistiam em tentar brechar a irmã do Zezinho mesmo depois do aviso rasteiro.
Eu, Jô e o Sumbrái mantínhamos a expectativa. Depois comparávamos as impressões. Você viu o que eu vi? Vi, e vi mais ainda, viu também? Se vi. Vi muito e muitíssimo, que isso não aparece nem em revista.
- Do que é que vocês estão falando aí?, perguntava o Zezinho.
- Nada, não. É só um filme que passou ontem na Tupi.
E na verdade era tudo exagero, porque não dava para ver muita coisa mesmo. E acho que se tivéssemos mesmo visto alguma coisa não insistiríamos tanto em ver se conseguíamos ver.
Um dia estávamos andando perto do Zezinho e sua irmã, que conversavam. O Sumbrái esticou o ouvido, sorriu e perguntou se estavam falando dele.
-Quê isso, Sumbrái? Ninguém falou seu nome.
_ Mas ouvi alguém falar Maurício, e meu nome é Maurício.
- O meu também é , disse Zezinho.
_Péra lá, eu disse. Zezinho, seu nome não é José?
-Não, meu nome é Maurício. Mas até em casa todo mundo só me chama pelo apelido de Zezinho.
_ Lá em casa também, disse o Maurício, todo mundo só me chama de Sumbrái.
_ E Jô, como é seu nome?
_Gerônimo. Mas lá em casa só me chamam de José Carlos, que era para ter sido o meu nome.
_Putzgrila!, eu disse, a cabeça girando com os nomes e apelidos de todos os conhecidos. E alguém aí sabe qual é o nome do Bú?
_ É Marco Aurélio, disse, para minha surpresa, a Mônica.
_ E por que Bú?
_ Bom, o apelido é antigo, do tempo em que ninguém da quadra tinha cabelo nas pernas, continuou Mônica.O Marco Aurélio foi o primeiro a ter. Era tão bonitinho que eu e as meninas começamos a chamar ele de Bú. Mas foi a Laura quem botou o apelido de Bú.
_Bú, de urubu? De buraco? De búzios? De buriti?
_Não, as perninhas cabeludas dele pareciam com outra coisa. Você sabe, aquilo de mulher.
E no meio do sorriso da Mônica e entre um olhar maroto para o púbis, um rubor apareceu em todos os rostos. Eu, Sumbrái, Zezinho e Jô compreendemos. E desde aquele dia, passamos a infernizar o Bú como ninguém.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Graminha

Graminha
Se baixa umidade fosse sinal de nobreza essa cidade seria majestade. A secura é uma presença constante da paisagem local. É preciso tomar cuidado para que ela também não penetre na alma. Mas isso é outra história. A que eu quero contar é sobre os profissionais que defendiam os gramados e mudas de árvores das áreas verdes de Brasília. Nós os chamávamos de “Graminhas”. Os Graminhas eram os caras que trabalhavam para o Departamento de Parques e Jardins - DPJ. Possuíam o poder de remover e apreender as bolas, pelotas e outros objetos e materiais que estivessem sendo utilizados para prejudicar os gramados e plantas ornamentais da cidade. Eles eram os defensores do verde ainda hoje difícil de manter da capital brasileira. Mas para nós eram sujeitos desalmados, que atrapalhavam o desenvolvimento do nosso futebol.
É preciso fazer um esclarecimento sobre a época. O futebol era o maior esporte nacional. A seleção só tinha jogadores que jogavam em clubes brasileiros. E os nomes dos craques até hoje quase todos nós sabemos de cor: goleiros, Félix (Fluminense), Leão (Palmeiras) e Ado (Corinthians); zagueiros, Carlos Alberto, Joel (ambos do Santos), Brito (Flamengo), Piazza, Fontana (ambos do Cruzeiro), Everaldo (Grêmio), Zé Maria (Corinthians), Baldocchi (Palmeiras) e Marco Antônio (Fluminense); meio-campistas, Clodoaldo (Santos), Gérson (São Paulo) e Rivelino (Corinthians); atacantes, Jairzinho, Paulo Cesar Lima, Roberto (todos do Botafogo), Tostão (Cruzeiro), Pelé, Edu (ambos do Santos) e Dario (Atlético Mineiro).
Esses craques fizeram com que, durante a década de setenta e até meados da década de oitenta, em todo o país, os meninos da minha idade, os mocinhos, os rapazes, os velhos e qualquer pessoa que fizesse xixi em pé só pensasse em futebol. E nessa cidade, futebol e Graminha estavam associados. Onde houvesse um pedaço de terra, havia grama, mudas de árvores e meninos querendo aproveitar aquele espaço para jogar futebol. Invariavelmente, as mudas que restavam numa área mais ou menos quadrangular estavam servindo de traves para os gols. A secura transformava a grama em pedaços de palha seca sobre a terra vermelha esturricada. Depois de uma hora com dez meninos correndo por cima, sobrava pouca coisa para se chamar de gramado. Por isso, os homens do DPJ e os porteiros dos edifícios onde morávamos formavam uma extensa rede de informações para evitar o prejuízo. A área estragada teria que ser replantada, pois sempre havia um militar ou amigo de militar fazendo pressão sobre o DPJ e seus funcionários. Portanto, para não ter que fazer tudo de novo e também para evitar o saco cheio, esses homens corriam atrás de nós e das nossas bolas. O que me obriga a fazer um novo parêntese.
Naquele tempo, meus caros, aprendíamos desde cedo a engolir sapos. Para começar, bola e dólar não davam em árvores. Poucas crianças possuíam uma bola de cobertão oficial. Quem tinha, não emprestava. Uma bola significava presença garantida no time e nas partidas, independentemente da qualidade do seu futebol. Os donos da bola eram orgulhosos e imponentes. Eram meninos de quem sabíamos até os sobrenomes. Eram malas sem alça que tratavam as bolas com o melhor sebo que pudessem conseguir de graça no açougue. Mas eram invejados e bajulados. Eram chatos metidos a besta. É que sem a bola, não há como jogar futebol. Devido a esse fato intransponível, o dono da bola era o ser humano imprestável que tínhamos que aturar para brincar como Pelé e Rivelino. E nós aturávamos.
Isso posto e bem colocado, posso voltar aos Graminhas. Eles apareciam em kombis. (Ah, não, Kombi você sabe o que é!) Onde eu morava, havia um esplêndido gramado, circundado por vários edifícios. Bastava um mero chute na bola para que, em 120 segundos dezenas de meninos saíssem das janelas e aparecessem para uma partida. As escalações eram rigorosas. Os capitães eram craques respeitados pela habilidade e capacidade de liderança. O mundo funcionava de acordo com as regras perfeitas do mérito. Não havia espaço nem lugar para nada errado, a não ser, é claro, para o dono da bola.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

O que fazer quando o seu filho apanha na escola

Eu não sei. Essa pergunta eu venho me fazendo há alguns dias. Meu filho tem apenas quatro anos e estuda numa escola meio alternativa. Os professores parecem ter chegado de Woodstock a pé, embora estejam na faixa entre 25 e 30 anos. Minha mulher fez questão de matriculá-lo nessa escola porque um dos primos estudava ali. O primo agora já saiu. Meu filho continua lá. E eu quero que ele saia. Mas na queda de braço com a mãe eu perco.
Escolas alternativas são ótimas, mas dão um trabalho danado para os pais. Por mais que você se julgue moderninho e capaz de se adaptar rapidamente, uma escola alternativa coloca seus planos e convicções no chinelo. Para início de conversa, seu filho começa a saber e falar mais gírias do que você. Ele vai usar expressões que você sequer imaginou existir com expertise e naturalidade. Deixará você de boca aberta. E olha que você sempre foi um tarado por gírias. “Tá maluco”, “É doido” e “Irado, véio” se tornarão rapidamente pedaços indissociáveis de qualquer exposição verbal que ele fizer. Até na hora de escovar os dentes. “Escova irada, essa, maluco, ó!”.
Além disso, seu filho apresentará algumas diferenças físicas fundamentais em relação aos meninos que freqüentam escolas tradicionais, a começar das solas dos pés. As solas dos pés dos meninos das escolas alternativas são mais grossas, duras e encardidas do que o couro velho da parte de baixo dos cachorros flatulentos. As mãos desses meninos também são mais esfoladas, arranhadas e calejadas do que as dos meninos acostumados a ficar grudados na televisão e no vídeo-game. O meu filho também gruda na tv, mas as mãos dele são ferramentas de trabalho experimentadas em texturas diversas. Nunca encontrei uma unha limpa e inteira. Meninos de escolas alternativas são mais despojados, rijos, estouvados e brutos. Costumam resolver as diferenças na hora, com grande rapidez de raciocínio e articulação de argumentos. Se nada disso der certo, resolvem na base do tapa e da porrada pura e simples, sem crueldade.
Professores, na visão desses meninos, são seres que os auxiliam a descobrir as potencialidades adjacentes aos seus pequenos organismos e proximidades. Os professores também são vistos como aqueles cabeludos e cabeludas de roupas coloridas e chinelos que saem da escola, depois do portão, para fumar uns cigarros no intervalo. Aliás, eles não entendem bem o que é intervalo, pois as atividades na sala são tão divertidas quanto as de fora da sala de aula. Quando você pergunta se eles aprenderam alguma coisa naquele dia, eles respondem que se divertiram bastante. E aprenderam também, é verdade, dou o braço a torcer.
Os meninos de escolas alternativas geralmente têm uma mãe fixa e pais sobressalentes. Os sobressalentes se revezam para levar as crianças à escola e a volta costuma ser por conta das mães. Talvez por isso, autoridade seja uma coisa tão difícil de ser exercida sobre os meninos dessas escolas. Eles começam a acreditar que são seres que vieram ao planeta para tornar a vida dos seus pais mais prazerosa e bela, que eles são as únicas coisas que realmente importam para esses sujeitos, que o aprendizado deles é para que sejam mais humanos e compreensivos e não pequenas máquinas de ler e calcular e que portanto, poderão fazer qualquer coisa que a mamãe e o papai de plantão vão aceitar. Isso não está muito longe da verdade, mas você perde pontos se não fizer eles duvidarem dessas coisas pelo menos algumas vezes por dia. Sobretudo, você deve deixar bem claro que os vizinhos, o síndico, os outros pais e o resto da humanidade não vão aceitar nada disso. Por isso, dê logo um peteleco na orelha dele para que ele se comporte.
Os meninos de escolas alternativas são mais bagunceiros, arteiros e não conseguem ficar de sapato, tênis ou chinelos entre quatro paredes ou longe delas. Calçados, para esses pequenos índios, são itens de uso restrito a emergências, que devem ser mantidos nos cantos das salas. Ainda assim, os meninos de escolas alternativas me parecem ser mais felizes e também me fazem lembrar melhor de quando eu ia para a escola e não havia tanta regra para seguir. Eu vejo os outros pobrezinhos, indo para a escola cabisbaixos, desmanchando os sorrisos em uniformes apertados, curvando os pés para dentro dos sapatos e meias. Meias. Meninos de escolas alternativas não usam. Só usam cuecas quando as sungas estão molhadas. Esses meninos são valentes e costumam rosnar para os cachorros chatos dos vizinhos. São curiosos e têm ouvido de tuberculosos. Eles se recordam de diálogos inteiros dos desenhos favoritos, incluindo aí as onomatopéias e sons de ambientação. Pau!Tèeeem!Créu! Não brigue com a patroa na frente dos meninos . Haverá sempre um para dizer “Relaxa, véio, abrace e beije ela. Faça amor, não faça a guerra.”

Mas nada disso responde a pergunta. O que fazer quando seu filho apanha na escola?(continua)

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Concurso TCU

Sábado e domingo foram dias de prova do concurso para o TCU. Milhares de pessoas fizeram as provas organizadas pelo CESPE-UnB. É difícil saber se você foi bem ou foi mal nas questões objetivas. As questões são capciosas, cheias de pequenos detalhes que modificam inteiramente o sentido do que está sendo dito. Encontrei uma porção de conhecidos e todos estavam otimistas quanto ao resultado. Mas não existem vagas para todos. Esse país é muito esquisito. Todos detestam e reclamam dos serviços públicos. Mas os concursos atraem multidões cada vez maiores. Os servidores reclamam à beça dos salários que recebem, e quem não tem emprego público considera um absurdo que essa gente receba tanto dinheiro. Voltando ao concurso, acho que fui bem mais ou menos, quase quem sabe, talvez.

Frase do dia